O Mercedes-Benz Classe T pode ser encarado como uma interpretação mais sofisticada e cuidada da Citan Tourer de passageiros, marcando uma forma totalmente diferente de a marca de Estugarda atacar o segmento dos monovolumes compactos.
À primeira vista, sobretudo para quem não tem um olhar mais atento, é fácil confundir o Classe T com a Mercedes-Benz Citan Tourer: por fora, as diferenças são mínimas e a silhueta parece praticamente a mesma. Ainda assim, para a marca alemã, a leitura destes dois modelos é bem distinta.
Enquanto a Citan foi desenhada a pensar numa utilização mais ligada ao trabalho e ao universo comercial, o Classe T nasce com foco nas famílias maiores e em estilos de vida mais ativos, que precisam de espaço e versatilidade, mas também procuram um interior e um equipamento com um grau superior de requinte.
Apesar de só chegar ao mercado português em julho, já tivemos oportunidade de o conduzir em Munique, na Alemanha. Foi um contacto inicial curto, mas suficiente para perceber que a proximidade entre os dois modelos começa e termina na imagem exterior.
Mesmo com poucas alterações visíveis, elas existem: no Classe T surgem mais detalhes cromados - com especial destaque para a grelha dianteira - e os espelhos retrovisores laterais, tal como as zonas inferiores dos para-choques, aparecem pintados na cor da carroçaria.
Mais tecnologia a bordo
No habitáculo, o Classe T diferencia-se com acabamentos mais cuidados, materiais de qualidade superior e uma dotação de equipamento mais generosa. Entre os elementos em destaque está o ecrã central de 7" com o sistema MBUX, que permite a ligação ao telemóvel através do Apple CarPlay e do Android Auto.
No capítulo da segurança e dos assistentes de condução, este modelo alemão inclui assistente de arranque em subida, alerta de fadiga, assistente de manutenção na faixa de rodagem, aviso de ângulo morto, entre outros. Além disso, pode ainda receber opcionais como o Active Distance Assist Distronic e o Active Steering Assist.
No que toca ao espaço - como seria de esperar numa proposta deste tipo - a oferta é muito convincente. Os bancos traseiros são amplos, há bastante folga para joelhos e cabeça, e é possível instalar até três cadeirinhas de crianças. Importa também referir que o Classe T dispõe de duas portas laterais deslizantes e de mesas nas costas dos bancos dianteiros.
Mais capaz em estrada
É, no entanto, ao volante que se percebe a verdadeira distância que separa o Classe T da Citan Tourer. A condução revela um rolamento claramente mais polido e confortável, e desaparece por completo a sensação mais “industrial” que se sente na Citan. A isto soma-se um acerto de suspensão bem conseguido e assumidamente orientado para o conforto, tal como se exige num automóvel familiar, o que torna o Classe T muito agradável de utilizar e com boas qualidades de estradista.
E os motores?
No total, a Mercedes-Benz Classe T é proposta com tês motorizações: duas a gasolina e uma a gasóleo.
Na gama a gasolina encontramos um 1.33 l de quatro cilindros em dois patamares de potência. Na T160 debita 102 cv e 200 Nm, ao passo que na T 180, a versão mais potente a gasolina do Classe T, passa para 131 cv e 240 Nm.
E os preços?
O Classe T só chega a Portugal em julho, mas já pode ser encomendado, com dois níveis de equipamento disponíveis: Style e Progressive.
Quanto aos valores, começam nos 27 177 euros para a versão T 160, enquanto a mais potente a gasolina, a T 180, tem um preço de entrada de 28 127 euros. Já a única opção Diesel, a T 180 d com 116 cv, arranca nos 33 025 euros.
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