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Ensaio ao BMW X2 xDrive25e PHEV

Carro BMW azul a circular numa estrada com edifício e árvores ao fundo.

O que é isto?

Não, não é o melhor filme dos X-Men - é antes um dos BMW mais vendidos de 2021. No ano passado, a BMW escoou 311,928 unidades somadas do X1 e do X2 em todo o mundo, o que coloca este “X” mais pequeno logo atrás da Série 5 e Série 6 (326k), dos irmãos maiores X3 e X4 (414k) e da Série 3 e Série 4 (um pouco menos de meio milhão).

Também é um valor bem mais elevado do que o total de modelos Série 1 e Série 2 vendidos pela BMW no mesmo período. Notícia de última hora: os SUV compactos ganham aos automóveis “tradicionais”. Quem diria?

Curiosidade: no Reino Unido, o modelo mais escolhido costumava ser o sDrive20i, mas no ano passado este 25e passou para o primeiro lugar, representando quase um terço das vendas totais do X2. Sim, o TopGear.com está a actualizar à pressa a sua definição de “curiosidade”.

O que significa tanto X no nome?

É um modelo X - a família de carros mais elevados da BMW - e aqui surge com xDrive, isto é, a designação da marca para tracção integral. À frente há um motor a gasolina de 1,5 litros, no meio uma caixa automática ‘Steptronic’ de seis velocidades e, no eixo traseiro, um motor eléctrico.

A parte térmica vem do três cilindros turbo do Grupo, o mesmo bloco que também aparece na gama Mini. Sozinho, debita 123bhp e 162lb ft de binário, enquanto a bateria - com 10kWh - soma mais 94bhp.

No total, o 25e anuncia uns saudáveis 217bhp e 284lb ft de binário.

O BMW X2 xDrive25e- não, não vou repetir isso. Isto anda bem?

Claro que, para que os números seguintes façam sentido, é preciso escolher o modo certo.

Há o ‘Eco Pro’ (eficiência máxima), o ‘Comfort’ (equilíbrio para o dia a dia) e o ‘Sport’ (bem… desportivo). Ao seleccionar este último, motor e eléctrico juntam esforços para cumprir 0-100 km/h (0-62 mph) em 6.8secs e atingir 195 km/h (121 mph). Valores que, há muito tempo, pertenciam ao território de um compacto desportivo respeitado, algures numa galáxia muito, muito distante.

Este 25e recebe ainda uma afinação própria de suspensão - fica 10mm mais baixo do que um X2 “normal”, para melhorar a aerodinâmica e para lidar com a distribuição de massas do híbrido.

O BMW X2 PHEV é pequeno?

Gigante não é, isso é certo. Ocupa mais ou menos a mesma área de um Ford Focus, mas, ao contrário do Focus, quem vai atrás pode ter de fazer alguns compromissos. A linha do tejadilho e o aproveitamento do espaço significam que, embora alguém com cerca de 1,78 m (5 pés 10 polegadas) consiga sentar-se atrás de outra pessoa com a mesma altura, quem for mais alto ou mais largo já não vai achar tão confortável. E é um pesadote: 1,805kg, quando um 18i mais convencional, de tracção traseira, fica nos 1,475kg. Sim, obrigado, baterias.

O BMW X2 PHEV é bom de conduzir?

É bom, sim. Sente-se um peso consistente em todos os comandos, sobretudo na direcção, embora esta acabe por ser um pouco pesada e com pouca sensibilidade. Pelo menos é precisa. No conjunto, passa uma sensação… cara. E essa precisão traduz-se num comportamento muito previsível - depois de ter o conjunto motor/transmissão “acordado”, dá para o posicionar com facilidade na estrada e manter um ritmo fluido.

O motor a gasolina - tal como nos Mini - é um bloco pequeno com personalidade, e aqui somos praticamente obrigados a chamar-lhe “efervescente”. Porque é mesmo. A transição entre condução 100% eléctrica e intervenção do motor térmico é suave e quase impossível de detectar. Já o conforto de rolamento não é tão redondo: o carro, no geral, pende para o firme.

É estranho pensar que, em 2022, se olhe para uma automática com apenas seis relações para a frente como algo “datado”, mas é o que é. Ainda assim, não há nada de desleixado no seu comportamento - troca de forma rápida e competente, apesar de ser comandada por uma manete com ar de relíquia de outros tempos da BMW.

No fim de contas, para aquilo que é - um SUV compacto híbrido e pesado - é Bom.

Quem são os rivais do BMW X2 PHEV?

Carros como o Volvo XC40 PHEV e o Mercedes GLA 250e. Mas há algo que estes híbridos todos colocam em cima da mesa em 2022: já está preparado para passar para um eléctrico a sério?

A bateria do híbrido é pequena e demora 3-4 horas (dependendo de ter um carregador mural da BMW ou uma simples tomada doméstica) a recarregar; e, como já vimos, o conjunto também é bastante pesado.

Por outro lado, existe um motor de combustão, por isso a ansiedade de autonomia nunca entra na conversa. Pode programar o carro - ou fazê-lo manualmente - para usar o motor térmico nas viagens longas e guardar a bateria para a cidade, evitando ficar “apertado”.

Se isso continua a ser uma vantagem, agora que os eléctricos estão a oferecer cada vez mais autonomia, vai determinar a forma como olha para este modelo.

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