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Novo M177 EVO reforça o V8 no Mercedes-AMG GLE 63 S e GLS 63

Carro SUV preto Mercedes-Benz M177 EVO com interior em couro castanho exposto em showroom moderno.

Há alguns meses, a Mercedes‑AMG deixou uma garantia que muitos aficionados queriam ouvir: o V8 não vai sair de cena tão cedo. Depois de se estrear no Classe S, esse compromisso materializa‑se agora noutros modelos, com a introdução do novo motor M177 EVO nos Mercedes‑AMG GLE 63 S e GLS 63.

À primeira vista, os valores parecem praticamente inalterados - e estão. Ainda assim, o essencial deste V8 atualizado não está nos números, mas sim no trabalho de engenharia por trás dele. Comecemos, então, pelo que é mensurável.

Com 612 cv e 850 Nm, retirados de um V8 biturbo de 3982 cm³, o M177 EVO repete exatamente a potência e o binário do antecessor. A AMG sublinha, contudo, que se trata de uma evolução profunda, pensada para cumprir futuras exigências de emissões sem abdicar do que os clientes esperam de um V8 de Affalterbach.

O que mudou neste V8?

A alteração mais relevante é a adoção de uma cambota plana - uma solução mais habitual em superdesportivos (como alguns V8 da Ferrari) e em competição do que em utilitários desportivos de luxo.

Segundo a AMG, esta arquitetura baixa as massas rotativas, facilita a subida de regime e torna a resposta ao acelerador mais direta. Em paralelo, a ordem de ignição foi reajustada para reduzir vibrações e para que a entrega de potência seja mais progressiva.

O pacote de melhorias vai bastante além disso. A injeção foi alvo de otimização, as condutas de admissão e de escape foram redesenhadas, a árvore de cames recebeu alterações e houve evolução tanto no compressor como na carcaça dos turbocompressores. O objetivo passa por entregar a potência com maior requinte, aumentando ao mesmo tempo a eficiência.

A trabalhar com o V8 está a caixa automática AMG Mudança Rápida TCT 9G e um sistema híbrido ligeiro de 48 V, com motor‑gerador de arranque integrado (ISG 2.0). Em certas condições, este sistema consegue acrescentar 23 cv e 205 Nm. Mais do que o ganho pontual, a AMG destaca o papel do sistema a suavizar transições de binário, a melhorar as recuperações e a tornar a função de arranque‑paragem praticamente impercetível.

Nos desempenhos, os dois modelos mantêm prestações muito elevadas para veículos destas dimensões. O GLE 63 S cumpre 0–100 km/h em 3,9s, enquanto o GLS 63, maior e mais pesado, faz o mesmo em 4,2s. Em ambos, a velocidade máxima é limitada eletronicamente a 280 km/h.

Mais do que um motor novo

A par da estreia do M177 EVO, a AMG aproveitou para introduzir outras atualizações nos GLE 63 S e GLS 63.

Uma das novidades é o novo escape AMG de Alto Desempenho, agora com válvulas ativas. Consoante o modo de condução escolhido, o som pode variar entre um tom mais contido e uma presença mais marcada - um traço que continua a ser uma das assinaturas dos modelos de Affalterbach.

Para lidar com os níveis elevados de binário do novo V8, a AMG também mexeu nos semieixos dianteiros e traseiros. No GLS 63, passa ainda a existir um diferencial traseiro autoblocante com controlo eletrónico, orientado para melhorar a agilidade e a forma como o binário é distribuído entre as rodas traseiras.

No chassis, as mudanças continuam. O sistema AMG Controlo Ativo da Suspensão foi atualizado para reduzir os movimentos da carroçaria, mantendo a utilização de suspensão pneumática adaptativa.

Em termos visuais, a evolução é mais discreta: tanto o GLE como o GLS adotam uma nova grelha AMG, entradas de ar de maiores dimensões e uma assinatura luminosa revista.

Chega em breve

Ainda ontem demos conta da maior ofensiva de produto de sempre da Mercedes‑AMG: 27 novidades em 36 meses. O arranque dessa ofensiva faz‑se precisamente com a chegada do M177 EVO aos GLE 63 S e GLS 63, cuja entrada no mercado deverá acontecer em breve.

Este novo V8 deverá, aliás, estender‑se a outros modelos da AMG, até para garantir a conformidade com a futura norma Euro 7, que entra em vigor no final de novembro. A ofensiva não se limita ao V8 e inclui também a expansão do seis cilindros (versões 53) a mais propostas, como o Classe C.

Para além das opções a combustão parcialmente eletrificadas (híbrido ligeiro e híbrido de carregamento externo), a estratégia da AMG vai igualmente abranger os elétricos, como o novo e controverso GT de quatro portas. A única solução que parece ter sido definitivamente abandonada é a utilização do motor de quatro cilindros.

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